Votação da PEC do Trabalho 6x1 movimenta cenário político no Senado
A votação da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6 por 1 no Senado está confirmada para quarta-feira, dia 14. A proposta, que ainda passará por duas sessões de discussão antes da votação, altera a jornada de trabalho semanal para dois dias de descanso, sem redução salarial, e diminui a carga horária semanal de 44 para 40 horas em um período de transição de 14 meses.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, afirmou que está cumprindo seu compromisso de levar a proposta à votação respeitando o diálogo e o rito regimental. A matéria foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio deste ano em dois turnos e precisa do apoio de pelo menos 49 dos 81 senadores para aprovação em primeiro turno.
A PEC, conhecida como PEC 221 de 2019, divide opiniões no cenário político, especialmente entre os candidatos à presidência. Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho se posicionam como principais opositores da proposta, enquanto críticos alegam que o fim da escala 6x1 pode prejudicar o país. Por outro lado, apoiadores defendem que a medida traria melhorias significativas na qualidade de vida dos trabalhadores.
O impacto político da votação é significativo para Flávio Bolsonaro, que corre o risco de um desgaste eleitoral caso vote contra ou opte pela abstenção. A campanha do PT pode explorar seu posicionamento como uma ameaça a direitos sociais. Flávio, em contrapartida, lançou materiais publicitários para reafirmar o compromisso de proteger direitos sociais. Uma eventual abstenção pode transmitir indecisão, enquanto um voto favorável pode mitigar possíveis prejuízos eleitorais.
Após a votação em primeiro turno, a proposta terá de passar por mais três sessões de discussão antes de um novo escrutínio. O Senado afirma que a tramitação da PEC poderá ser concluída ainda neste mês.