AutchNews 9 de outubro de 2026

Mundo·Economia

Espanha enfrenta crise habitacional e convocações de greve geral

Por Helena Bruno ·

Voting booths with an American flag in an office, symbolizing Election Day.
Imagem ilustrativa Pexels

Na Espanha, as centrais sindicais UGT e CCOO anunciaram uma greve geral para o dia 11 de novembro, em resposta à crise no setor habitacional que vem gerando pressão popular e uma série de protestos. Esta será a primeira greve geral no país em 14 anos, desde a última convocação em 2012. A greve, que deve durar 24 horas, foi motivada pelos crescentes protestos diários contra ações de despejo e os disparados preços dos imóveis e aluguéis. O anúncio soma-se à decisão do governo de aprovar 21 medidas emergenciais voltadas para aliviar a crise da moradia, refletindo a forte pressão nas ruas.

Recentemente, Pedro Sánchez, presidente da Espanha, anunciou a antecipação das eleições gerais para 29 de novembro, após o parlamento rejeitar decretos governamentais voltados para enfrentar o problema habitacional. As medidas aprovadas, que incluem imposições sobre o valor dos aluguéis e restrições à compra de imóveis por empresas, pretendem ser uma resposta às tensões crescentes, mas precisam ainda da aprovação parlamentar para se tornarem permanentes.

Enquanto as centrais sindicais justificam a greve como uma luta por "salários dignos para uma moradia digna", líderes empresariais, como Antonio Garamendi, questionam a legalidade da greve, atribuindo-a a um oportunismo político. Da mesma forma, Borja Sémper, porta-voz do PP, enxergou a medida como uma estratégia para beneficiar politicamente Pedro Sánchez. Comparativamente, em Barcelona, os protestos evoluíram para eventuais episódios de violência, à medida que a população expressa crescente descontentamento com a situação vigente. A urgência das medidas planejadas destaca uma complexa realidade habitacional que continua a provocar reverberações na política e na sociedade espanholas.

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