Impacto Duradouro dos Ataques do Hamas na Faixa de Gaza e em Israel
Na Faixa de Gaza, as marcas deixadas pelos ataques promovidos pelo grupo militante Hamas há três anos ainda são visíveis. O ataque, ocorrido em 7 de outubro de 2023, resultou na morte de mais de 1.200 pessoas e no sequestro de 251 indivíduos. As Forças Armadas de Israel responderam com bombardeios e uma operação terrestre, que, até o presente momento, culminaram na morte de mais de 74 mil palestinos, de acordo com números conflitantes entre fontes. A dimensão da destruição é evidenciada pelo dado de que 82% das construções de Gaza foram danificadas, conforme relatado pelo Unosat, e 134.422 estruturas foram completamente destruídas.
Em meio ao contexto eleitoral em Israel, onde a crise continua a reverberar 20 dias antes das eleições gerais, o impacto político dos ataques e da subsequente reação militar israelense é significativo. O professor Williams da Silva Gonçalves afirma que a resposta de Israel consolidou a extrema-direita no país. Paralelamente, Roberto Menezes observa que a ação militar foi em parte uma tentativa de detalhar o projeto político do governo de Benjamin Netanyahu, que, segundo ele, visa tornar Gaza inabitável.
A situação humanitária em Gaza é igualmente alarmante, com dois milhões de pessoas vivendo em condições de risco. Os danos físicos são avaliados em US$ 35,2 bilhões, e a reconstrução completa demandará ao menos US$ 71,4 bilhões, segundo estimativas de organizações internacionais como a ONU, União Europeia e Banco Mundial. A infraestrutura educacional também sofreu enormemente, com 95,5% das 815 escolas danificadas ou destruídas no final de 2025, conforme relatado pelo Unicef.
O cenário em Gaza não apenas sublinha a gravidade da crise humanitária, mas também reflete as complexas dinâmicas políticas e de segurança na região, exacerbadas pelas repercussões internacionais e pela abordagem dos aliados históricos de Israel, como os Estados Unidos. O impacto da reação de Israel aos ataques do Hamas destaca a incerteza de uma solução pacífica e sustentável para a região, em um momento em que os olhos do mundo voltam-se para as eleições em Israel e suas potenciais implicações geopolíticas na comitiva internacional.