Na iminência da morte, Christa Pike sobrevive a execução mal sucedida no Tennessee
No estado do Tennessee, nos Estados Unidos, o caso de Christa Pike, condenada à morte pelo homicídio de Colleen Slemmer em 1995, se tornou o foco de intensas discussões após um episódio surpreendente envolvendo a sua execução. Pike, de 50 anos, sobreviveu a duas tentativas de execução por injeção letal, despertando após ser anteriormente declarada em morte cerebral, de acordo com o advogado Randy Spivey. O advogado afirmou que Pike estava "com raiva e confusa" após recuperar a consciência e agora enfrenta um longo caminho de recuperação devido a complicações como um coágulo sanguíneo no braço e pneumonia.
Os braços de Pike ficaram queimados e com bolhas, consequências das tentativas falhadas de execução. Tais eventos levaram seus advogados a solicitar ao tribunal a preservação das provas do caso e demandar explicações sobre as falhas no procedimento. Em resposta, a juíza I'Ashea Myles determinou que o estado preservasse todas as evidências relacionadas à execução fracassada. Enquanto isso, o governador Bill Lee descreveu o incidente como "profundamente perturbador" e suspendeu todas as execuções programadas no estado, além de ordenar uma revisão independente dos eventos.
Pike, que foi condenada à pena de morte em março de 1996, foi acusada, junto com seu então namorado Tadaryl Shipp, que recebeu prisão perpétua, de atrair Slemmer a uma área arborizada, onde o crime brutal ocorreu. O caso despertou grande atenção pública, sendo discutida a validade da condenação diante da execução falhada em relação à Oitava Emenda, que proíbe punições cruéis e incomuns, e a Cláusula da Dupla Incriminação. Os advogados de Pike pressionam agora pela comutação de sua pena de morte para prisão perpétua enquanto continuam as investigações sobre este evento sem precedentes na história das execuções nos Estados Unidos.