Aumento nos Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registra uma tendência de alta no Brasil desde o início do ano, conforme dados do boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Mais de 161 mil casos foram notificados no país ao longo de 2026, com destaque para o aumento dos casos associados aos vírus rinovírus, metapneumovírus e coronavírus.
Os registros apontam para um crescimento nas internações principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos. A incidência mais elevada, no entanto, continua entre as crianças menores de dois anos. Em contraste, as mortes relacionadas à SRAG têm sido mais frequentes entre pessoas com 65 anos ou mais, segundo as informações divulgadas.
Três estados — Alagoas, Roraima e Sergipe — estão em situação de alerta, risco ou alto risco devido ao aumento nos casos de SRAG. Enquanto Alagoas e Sergipe apresentam crescimento associado ao metapneumovírus, Roraima não possui dados suficientes para determinar o vírus responsável. Além disso, outras cinco unidades federativas, incluindo Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, demonstram níveis elevados de incidência, mas sem indícios de crescimento significativo.
Capitais como Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória também registram níveis de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco. Este cenário acende um sinal de alerta para as autoridades locais, que têm se mobilizado para controlar a situação.
É importante destacar que, embora os casos graves de Covid-19 permaneçam baixos em todas as faixas etárias, a Fiocruz reforça a importância da vacinação contra a Covid-19, especialmente para os grupos prioritários. Além disso, a instituição recomenda que gestantes recebam a vacina contra o Virus Sincicial Respiratório (VSR), devido à identificação de um leve sinal de crescimento nos casos de SRAG nessa população.
Enquanto os casos de SRAG associados ao VSR e influenza B apresentam uma tendência de queda, as hospitalizações por influenza A permanecem estáveis em níveis baixos. Em um momento onde os vírus respiratórios têm sobrecarregado o sistema de saúde, o monitoramento contínuo e as campanhas de vacinação são essenciais para minimizar o impacto desta condição no Brasil.