AutchNews 9 de outubro de 2026

Tecnologia·Brasil

Anúncios Irregulares Persistem em Plataformas Digitais Durante Eleições de 2026

Por Sofia Lemos ·

People wearing face masks cast ballots in a public indoor polling station with social distancing.
Imagem ilustrativa Pexels

Plataformas digitais continuaram a veicular anúncios político-eleitorais e a recomendar conteúdos de candidatos no dia do primeiro turno das eleições de 2026. O Observatório das Big Techs, em colaboração com o NetLab da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), monitorou o fenômeno, destacando o envolvimento de empresas como Meta, Kwai e Google, sob a supervisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Isso importa porque violar o período de resguardo eleitoral pode influenciar significativamente o equilíbrio e a imparcialidade do processo eleitoral. Recomendações e anúncios irregulares podem criar assimetrias de visibilidade entre candidaturas, potencialmente influenciando a decisão dos eleitores.

De acordo com o monitoramento, um total de 568 anúncios irregulares foram identificados na Meta, 18 no Kwai e um no Google Ads. Ademais, no TikTok, 53,8% das recomendações estavam relacionadas a conteúdos políticos, enquanto no YouTube essa taxa foi de 1,26%. Além disso, foram recomendados 18 vídeos de sete contas oficiais de candidatos no TikTok e 17 vídeos de seis contas no YouTube.

Outro aspecto preocupante foi a circulação de campanhas fraudulentas que imitavam o TSE, promovendo a falsa ideia de um 'voto digital'. Esses anúncios fraudulentos, que pediam o CPF dos usuários para iniciar a votação, foram amplamente denunciados.

As infrações também incluíram alterações nas datas de circulação de 45 anúncios de 10 páginas de candidaturas no Kwai. Este movimento sublinha problemas de transparência nas ferramentas de fiscalização das plataformas digitais, apontados pelo monitoramento conduzido pelas entidades envolvidas.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Escola de Comunicação da UFRJ foram mencionados no contexto de supervisão e análise desses eventos. O cenário destaca a necessidade de um controle mais rigoroso sobre a atuação das big techs durante períodos eleitorais para garantir o processo democrático.

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