AutchNews 11 de outubro de 2026

Tecnologia·Saúde

Pesquisa revela resistência ao uso de celulares por crianças pequenas no Brasil

Por Sofia Lemos ·

A close-up of a bookshelf filled with diverse books on various subjects, ideal for education and study.
Imagem ilustrativa Pexels

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva trouxe à tona a opinião dos brasileiros sobre o uso de dispositivos móveis por crianças. De acordo com os dados, 82% dos adultos se opõem ao uso de celulares por crianças de até três anos. Esse índice revela um consenso preocupante em relação à exposição dos mais jovens às telas desde muito cedo.

Essa resistência é significativa, pois reflete preocupações com o desenvolvimento infantil e a saúde mental das crianças. Em um mundo cada vez mais digital, entender os limites e impactos do uso de tecnologia é crucial para garantir que as crianças possam desenvolver habilidades sociais e motoras essenciais longe das telas.

Além disso, a pesquisa mostrou que 75% dos entrevistados também se opõem ao uso de celulares por crianças entre quatro e sete anos. Porém, a aceitação cresce para crianças mais velhas, com 52% dos adultos considerando adequado que uma criança receba seu primeiro celular até os 12 anos. Para adolescentes de 13 a 17 anos, 88% dos adultos são favoráveis ao uso de celulares.

A percepção do valor da brincadeira tradicional também foi abordada na pesquisa. Um total de 73% dos adultos considera que brincar na rua é mais benéfico do que o uso de dispositivos eletrônicos. Além disso, 83% dos entrevistados acreditam que as crianças de hoje não se interessam tanto por brincadeiras ao ar livre quanto preferem os aparelhos eletrônicos.

No que diz respeito a estereótipos de gênero nas brincadeiras, 63% dos adultos acham que as atividades infantis não deveriam ser definidas por gênero. Apesar disso, 36% ainda veem com maus olhos meninos brincando de boneca ou meninas com carrinhos, com a reprovação sendo muito mais prevalente entre os homens (46%) do que entre as mulheres (27%). Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva, destacou que a ideia de que não existe brincadeira "de menino" ou "de menina" está ganhando espaço na sociedade.

A pesquisa ouviu 1.367 adultos em um esforço para mapear opiniões e comportamentos em torno do uso de tecnologia pelas crianças. Os resultados fornecem uma visão importante sobre a cultura e as preocupações em torno da criação de crianças na era digital. As descobertas sugerem que, embora a tecnologia faça parte do cotidiano, muitos adultos ainda vêem a necessidade de equilibrar o tempo de tela com métodos tradicionais de brincadeira e socialização.

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