Campanha de Lula denuncia Meta na OEA por interferência nas eleições brasileiras
A campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que fará uma denúncia contra a Meta na Organização dos Estados Americanos (OEA) por interferência nas eleições brasileiras.
O coordenador da campanha, Camilo Santana, afirmou que foram identificadas restrições na entrega de postagens aos usuários das plataformas da Meta, que incluem Instagram, Facebook, Threads e WhatsApp. A campanha acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após constatar essas limitações.
Advogados da campanha declararam que o algoritmo da Meta está enviesado e pratica seletividade algorítmica. Usuários relataram diferença nas respostas da inteligência artificial da Meta ao solicitar a criação de imagens. A IA não conseguiu gerar uma imagem de panfleto com a palavra "Lula" e o número 13, enquanto um pedido semelhante para "Flávio" gerou um cartaz com frases de campanha.
A Meta informou que proibiu a recomendação ou geração de imagens de candidatos e adotou medidas para impedir que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos produzam imagens.
A campanha de Lula denunciou a interferência externa nas eleições e o peso das redes sociais no processo eleitoral. Desde a pré-campanha, a Meta é acusada de falta de transparência em suas decisões. A organização CTRL+Z documentou mais de mil casos de restrições e banimentos promovidos pela Meta, dos quais 22% ocorreram sem explicação.
O especialista em governança de inteligência artificial Ettore Arpini afirmou que a Meta precisa explicar falhas técnicas que podem ter consequências políticas. A campanha também se reuniu com partidos e entidades de defesa da democracia de 12 países para tratar do tema.
A Resolução 23.755 de 2026 do TSE veda aos provedores de aplicação que oferecem inteligência artificial ranquear ou recomendar candidatos, regulamentação que embasa a reclamação contra a Meta.
O próximo passo é a formalização da denúncia na OEA e a expectativa pela resposta da Meta e das autoridades eleitorais brasileiras a essas alegações.