Josevan Dionísio é condenado a 28 anos por assassinato da líder quilombola Mãe Bernadete
Josevan Dionísio dos Santos foi condenado a 28 anos de reclusão em regime fechado pelo assassinato de Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, ocorrido em agosto de 2023. A sentença foi proferida na terça-feira (13) pelo Tribunal do Júri no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador.
Mãe Bernadete, liderança quilombola e ialorixá de 72 anos, foi morta com 25 tiros na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Bahia. A motivação do crime está ligada à sua oposição firme às atividades ilícitas na comunidade, especialmente contra a expansão do tráfico de drogas, o que gerou conflito com organização criminosa local.
Josevan Dionísio é o terceiro dos cinco acusados pelo crime já a ser condenado. Ele foi condenado a cumprir 28 anos em regime fechado. Arielson da Conceição Santos, que participou da execução junto com Josevan, já cumpre pena de 29 anos, nove meses de prisão. Marílio dos Santos, considerado mandante do assassinato, foi condenado a 40 anos, cinco meses e 22 dias de prisão, mas faleceu em uma ação policial poucos dias após o julgamento.
Outros acusados aguardam julgamento. Sérgio Ferreira de Jesus tem audiência marcada para 21 de outubro. Ydney Carlos dos Santos de Jesus é também apontado como um dos mandantes do homicídio.
Desde 2017, Mãe Bernadete lutava por justiça em relação ao assassinato de seu filho, crime ainda não esclarecido. Wellington Pacífico, filho da vítima, agradeceu ao Ministério Público do Estado da Bahia e pediu que o processo continue até o fim para assegurar justiça.
O caso segue em andamento, com expectativa de realização do próximo julgamento ainda neste mês, buscando responsabilizar todos os envolvidos.