TSE deve julgar validade da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar a validade do registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado. Dallagnol, ex-procurador da Operação Lava Jato, obteve 2,9 milhões de votos, o que equivale a 25,14% no primeiro turno das eleições, garantindo a segunda cadeira do estado no Senado.
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido sua candidatura por 4 votos a 3 em 8 de setembro, após considerar que ele estava elegível. Entretanto, o PT estadual protocolou uma ação contestando a decisão, levando o caso ao TSE.
Em resposta ao recurso do PT, o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, suspendeu a campanha de Deltan e indeferiu seu registro, considerando os votos nulos. Contudo, a decisão foi revertida pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, em 4 de outubro, que liberou a candidatura de Deltan.
O TSE também deve analisar se Deltan antecipou seu pedido de exoneração do cargo de procurador do Ministério Público para evitar um processo administrativo disciplinar. Segundo a Lei da Ficha Limpa, membros do Ministério Público que pedem exoneração durante a tramitação de um processo são inelegíveis por oito anos.
Deltan, que foi o nome mais votado para deputado federal em 2022 antes de ter seu registro indeferido pelo TSE em maio de 2023, afirma confiar que o julgamento honrará a lei e a soberania popular. O próximo passo é o julgamento dessa disputa no TSE, cuja data exata ainda não foi confirmada.