TSE Suspende Canal 'Exército do Lula' por Irregularidades no Registro
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, suspendeu nesta terça-feira as atividades do canal 'Exército do Lula' no WhatsApp. A decisão foi motivada pela ausência de registro formal do canal junto à Justiça Eleitoral.
Nunes Marques determinou que a Meta, empresa dona do WhatsApp, monitore as publicações no canal e em outros de candidatos políticos. A empresa deve apagar mensagens cuja remoção já tenha sido ordenada pelo TSE e informar as providências tomadas em até 24 horas.
O canal, com mais de 4 milhões de seguidores, enfrentou uma disputa judicial nos últimos dias. A suspensão inicial foi contestada pelo corregedor-nacional da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, que recolocou o canal no ar. No entanto, Nunes Marques reexaminou o caso e manteve a suspensão, alegando a falta de endereço registrado no WhatsApp junto ao tribunal.
Apesar de não ser parte oficial da campanha pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o canal é defendido por ele. O deputado federal André Janones, que administra o canal, criticou a medida e acusou a Justiça Eleitoral de censura e de beneficiar a campanha de Flávio Bolsonaro, presidenciável.
Antes de ter suas operações suspensas, o canal informou que buscaria cumprir as exigências impostas pelo TSE. Nunes Marques estipulou que o canal só poderá voltar às atividades após o registro formal e que há um prazo de 48 horas para que isso seja efetivado. A Assessoria de Enfrentamento à Desinformação, por sua vez, não encontrou evidências de divulgação de fake news no canal.
A continuação do caso depende do cumprimento das condições pelo canal e do monitoramento das ações da Meta em relação às ordens do TSE. A situação poderá ser reavaliada após o registro adequado junto à Justiça Eleitoral.