AutchNews 14 de outubro de 2026

Brasil

TSE ordena remoção de vídeos que criticam Lula e utilizam crianças e IA

Por Marcos Tavares ·

Silhouette of a hand placing a vote into a ballot box, symbolizing democracy.
Imagem ilustrativa Pexels

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a remoção, em até 24 horas, de vídeos que atacam o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva e seu filho Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Um dos vídeos, publicado no Dia das Crianças, mostra crianças que fazem críticas a Lula, Lulinha e ao PT. Segundo o ministro Marco Aurélio Bellizze, essa utilização das crianças ultrapassa o razoável, especialmente por explorar a inocência infantil para transmitir uma narrativa enganosa.

Bellizze ressaltou que a mera participação de crianças em material político não é ilícita por si só, mas julgou irregular o uso delas para veicular informações tendenciosas com caráter factual. O vídeo associa Lula e seu filho a problemas econômicos e sociais, e foi postado pelo deputado Nikolas Ferreira em suas redes sociais e no canal Tropa do Flávio, ligado ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro.

Além desse material, o TSE também ordenou a remoção de outro vídeo que associa Lula a uma facção criminosa. Esse segundo vídeo foi criado com uso de inteligência artificial (IA) e simula um aperto de mão entre Lula e Uldurico Junior, ex-deputado preso sob suspeita de ter recebido R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 detentos.

A ministra Estela Aranha explicou que a remoção é prevista quando há violação das normas eleitorais, em conformidade com a resolução do TSE sobre intervenção mínima no ambiente digital. Ela destacou que candidatos envolvidos com facções criminosas não podem ter candidaturas registradas. O ministro Floriano de Azevedo Marques divergiu sobre o uso de IA em propaganda eleitoral, mas a decisão de remoção prevaleceu.

O pedido de remoção desses vídeos foi feito pela coligação Brasil Pronto pra Mais, que apoia Lula. A decisão de Bellizze ainda deve ser submetida ao plenário do TSE para confirmação. A Agência Brasil busca contato com os envolvidos para comentar o caso.

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